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Mostrando postagens de dezembro, 2014

TURVO

Não consigo mais escrever. Nem o "escrever" eu tenho mais. Esgotaram todos os lápis e papéis interiores, vítimas de uma borracha delirante e paranoica. O sem sentido nem está mais cabendo, nem o final desse texto cabe. Minha viagem na terra ocorre igual essas palavras perdidas, sem rumo, pulando linhas, papel turvo. Metade papel, inteira turva.
como você pode dizer que não é real se até meus poros reagem quando te leio? te desejar dói todos os dias, em todos os becos e ângulos. você é o meu melhor ângulo. minha solidão encontra a tua todas as noites. te amo de longe, pelo mar e chuva, chuva que escorre linda pelo corpo. tu és minha solidão, és a chuva que vaga em meu eco. tudo é sobre você. você me é e eu sou toda você.

TUMULTO

louco mundo insano. giratório, ruas girando, mentes gastas, mutiladas, em uma rua retalhada. l otada.

POEMA SUJO

quero o mundo inteiro assim: desajustado. quero o mundo sem pausas nem interrupções de comerciais, porque todo ligeiro é bonito, olhos ligeiros, caminhar desesperado, vida desesperada, quero só para mim. quero 20 desconhecidos ao mesmo tempo, quero todas as inutilidades juntas. o nada me atrai. quero tudo, sujo, errado, mal vestido, sem começo, nem meio, sem meias nem dedos. n u ao inteiro.
real, imaginário. te fiz real para ecoar em minha solidão. e co inexistente.