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Mostrando postagens de novembro, 2017

a persistência da memória

quando eu olho pra trás e lembro de mim, em como eu era, eu sinto uma dor que não é explicável. dor de não poder amparar a solidão e tristeza que me preenchia, dor de não poder mais acolher aquele ser tão ingênuo e puro que sonhava em demasiado e sentia tanta sensibilidade e sentia tanto, por tudo. eu sinto muito por não ter feito o bastante por ti, por mim. e hoje eu beiro à uma idade que tudo é tão rápido, as pessoas, as coisas, os pensamentos e emoções que qualquer sentimento que eu encontro eu o acolho como se estivesse acolhendo a mim mesma. eu me resgato nos outros sem receber nada além de um adeus. eu me procuro nos lugares e esqueço de olhar além de mim. .