Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2016

SOCORRO

A poesia não reclama. Ela está gritando. As palavras brigam com o inconsciente. falta papel, falta poeta. Procura-se uma poeta de escrivaninha.
Eu sofro de insônia sentimental.

FIOS E CABOS

Neste edifício a chuva não cessa, o sonho é um retrato que não me veste. A utopia está escassa, faltando qualquer coisa. Neste edifício as janelas não cabem a paisagem, os olhares não cabem a paisagem. É tudo sombra, real. A realidade me foge, tornando-se sombra aniquilada.

DEIXEI MEU SILÊNCIO ECOAR PELOS BECOS

Essa gente toda gritando suas pupilas, dançando caras perdidas sob um céu em cores amordaçadas, essa gente cantando uma dança sem tempo... Pernas, braços, bocas. É tudo muito rápido, o meu silêncio é muito turvo, o odor é muito fútil. Um emaranhado de egos enforcados em seus próprios pulmões cinzas. Câncer social.

VAGO

Eu não quero ter. Ser, ser, ser. Eu tenho um medo que não cabe, medo de não ser inteira. Tenho vestígios de escândalos em minha pele. Escândalos silenciados. O desespero cabe em um metro quadrado?