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Mostrando postagens de 2018
tudo é gigante dentro da gente
engasgo pensamentos que dilaceram qualquer vestígio de sanidade
urgência             medo    claridade              urgência               urgência               urgência     rasga     rasga                ser urgente
enchendo a cara tentando te tirar da cabeça, sabendo que amanhã doerá mais.                   contudo estarei em paz, porque estive contigo, pelo que você deixou, por ti, inteira, mas por hora, me desfaço nessa dor e me deixo ser levada por ela, enquanto ela ficar.
19 de dezembro, quarta-feira, eu to em casa. vi você, to em casa. peguei o }^nibus, to em casa. nunca te encontrar foi tão dificil, nem no começo, quando parecia que eu ia dissipar de tão trêmulo que meu corpo ficava em ânsia pelo toque novo e curioso. cheguei em casa, e não hã lugar em que você ainda não permaneça. dói, dói demais. e eu sinto essa dor, porque sou mais viva e assim também lembro de ti. andei pelas ruas, ando pelas ruas, ei de andar pelas ruas e tuas coisas vão estar em todo canto, e dói. meu bem, quantas dores é possível carregar em um ser? te vi hoje, e agora só consigo sentir a dor. ela vai passar, vai embora na multidão, na multidão que eu encontro por aí. mas agora, eu quero senti-la, porque agora ela dói. tua falta faz falta e dói. vai doer e vou deixar.

bilhete

te sentir distante de mim, ver teu olhar alheio a mim fez com que esses dias pesassem pra nós. ao mesmo tempo te ver sorrir, te ver trabalhar me deixou tão bem. confesso, minha carência, o peso dos dias, o peso das coisas que tem sido difíceis de carregar,   às vezes falam mais alto e eu vejo, sinto, falo coisas. coisas demais.       te machuco?  me machuco? eu só queria um abraço bom e forte. o teu abraço bom. então eu volto pra casa, com tanta coisa na cabeça. volto pra casa e levo chuva na cabeça, enquanto ando na rua sinto a chuva e penso. a gente precisa conversar, como somos e fazemos, e amanhecer, porque sempre raia. e as coisas vão colorindo aos poucos.
eu não posso, eu simplesmente não posso parar de fazer e sentir arte. se um dia isso ocorrer, eu morro, viro só um pedaço de carne insossa. e não é drama. é arte. é o que a arte faz comigo. era madrugada do dia 13 de dezembro, eu estava em casa, um dia antes da viagem, um dia antes da minha exposição que eu ansiava tanto. era madrugada, eu soluçava de choro, de crise, de redemoinhos internos e minha cabeça não parava. ansiedade. eu soluçava e permanecia a produzir pro dia 14, porque isso me mantém viva, fazer minha arte me conserva. em meio aos cortes de papel, em meios aos desenhos e em meio a minha poesia, lágrimas escorriam sem freio. mas a arte é antídoto e ela salva. não pare, nunca pare. a arte salva e cura. 15.12.2018
eu não me ajudo. é uma merda, mas tem dias que eu não me ajudo a ficar melhor, a essas coisas sumirem e eu ficar ok pelo menos por um minuto. os pensamentos e lembranças ruins chegam, entram, me escancaram e me rasgam sem dó. aquilo que eu podia ter feito, as pessoas que perdi, o que eu deixei de fazer ou dizer, os dias que eu podia ter feito mais por mim mas deixei tudo pro ar. essas coisas ruins e que não voltam mais entram na minha mente como um furacão e eu só queria parar. eu afundo. como parar um turbilhão?
lysa, eu sei, às vezes as coisas parecem desmoronar. mas lembre-se da poesia que existe em ti, deixa-a te guiar. 03.12.2018
e eu quero voltar. ser 14, 15 novamente. abraçar mãos com 80 anos de idade e  me acalentar nos braços e no peito da minha mãe. o mundo e os sentimentos são cruéis demais e eu me pergunto como suportamos levando tanta coisa nas costas. o tempo é o maior inimigo, que vai levando e levando sem nos perguntar se um dia vamos ficar bem.
tem dias que o emocional escancara a porta sem dizer olá.
os dias e meses passam, eu olho pro mundo e te sinto nele. dói todos os dias tua ausência e às vezes penso que vou desabar de tanta saudade. horas e segundos correm, e eu te vejo nos jardins de quintal que eu encontro. carros e pessoas passam numa avenida lotada e eu me recordo do teu cheiro. depois que você se foi, o universo ficou mais pesado de carregar, e pesa, todos os dias.
eu so quero que pare. que as coisas aqui dentro deem pausa como num filme. eu não aguento mais. eu não quero mais chorar, eu não quero mais me causar um peso e me magoar. eu quero que pare. eu nao quero mais tremer e acordar a noite com crise sem ter ninguém ao lado para me socorrer. e eu só quero que desligue porque eu sinto tanto medo e eu não aguento mais chorar, quero parar de alguma forma. mas volta e volta volta volta volta sempre. eu quero parar. doi por todas as partes.

cansaço

existe um universo de palavras e frases que se amontoam e no final de alguma forma se concretizam em algo que faça algum sentido. existe uma dimensão de palavras e estados além do cansaço, além desse permanecer das coisas e sentimentos cansativos. existem. e eu poderia escrever aqui quantas palavras fossem necessárias para tentar expressar os sentimentos que correm pelo meu corpo como uma bala nessas últimas semanas. eu poderia mas agora, agora eu não vou, porque é cansativo e eu to cansada. eu poderia mas eu não sei descrever o cansaço porque ele emerge muito mais além do que só palavras. é difícil descrever o cansaço das coisas que sentimos, mas eu permaneço aqui a descrever enquanto eu estiver cansada o bastante para isso. e é cansativo.
muita coisa dentro de mim grita tragédia.

mantra

quando você passa a conhecer muita gente, a ter muitas pessoas a seu lado todos os dias e de repente, de um segundo pro outro, isso muda, as pessoas se afastam, ou a presença torna-se de alguma forma escassa, você sente-se perdido de novo, como uma criança descobrindo o mundo. ficar sozinho consigo vai parecer agoniante e melancólico e esquecerás como era o momento único teu contigo. mas você saberá com isso, abrirá os olhos e as pálpebras, que existem os poucos, os que iluminam e que estão contigo agora, assim como estão comigo agora nessa escrita, e então o momento de calmaria virá à tona. e saberás desfrutar o momento do teu eu contigo mesmo, o momento em que o amadurecimento fará você se descobrir e se conhecer, mesmo que aos poucos. a gente se deixa enganar com as pessoas e é preciso ser forte pro momento de lucidez.

daquilo que é inevitável

a gente devia conseguir controlar nosso sentir e as coisas que vem de supetão, nossa cabeça provoca armadilhas e a sensibilidade toma conta de tudo: às vezes de uma forma trágica. não nascemos com um botão de desligar pro ataque que vem de imediato e que nos deixa de mãos atadas.
ouvir cássia eller na praça de alimentação é sentir a solidão mais do que nunca. e nisso tudo eu sou só um corpo.
eu sinto tanta falta. e isso é tudo.
às vezes eu não reconheço. e eu não sei se isso é bom ou ruim.

eu vivo pela arte em sua forma mais pura

eu sou uma ser humana, eu sou a porra de uma ser humana e preciso de expressão. eu preciso gritar como qualquer outro ser humano que existe precisa de ar para respirar. eu vivo pela arte em sua forma pura e só estou viva hoje porque acredito que a transformação através da arte salva as pessoas da guerra e do desespero. eu só caminho hoje porque não me rendo a um mundo em que as pessoas se matam a cada esquina e apontam arma pra cabeça uma da outra. eu não me rendo porque eu preciso da arte pra me fazer mais forte no que eu acredito. eu não me rendo porque enquanto houver um ser humano  que exista na forma mais pura de se fazer arte, eu estarei viva. e então eu estarei viva para expressar tudo isso de novo.
ter um olhar sensível num mundo caótico é eternizar tudo o que é vivo.
as palavras podem machucar tanto de um jeito que nem percebemos.  a gente nunca sabe da sensibilidade do outro.
cansaço emocional: minha mente é um turbilhão.
sentir muito é descontrolador.

tanta coisa

hoje eu ouvi "você me faz rir, me faz corar, ninguém poderia competir" e eu chorei de saudade, eu senti a saudade. saudade dos primeiros toques, do primeiro arrepio e do primeiro olhar. eu te amo e te amar intensamente é me renovar, nos renovar e aprender. e amar alguém intenso é se entregar, na mesma rapidez, é temer e se contradizer ao não temer nada e se jogar de vez. amar alguém intenso é ser turbilhão de sentimentos e pulsar mas também ser vulcão nos momentos complicados e que existem, momentos que virão. amar alguém intenso é se afundar num mar que é o sorriso e o olhar de reciprocidade. amar alguém intenso é recordar, recordar das coisas, do rosto, da pele, dos sinais singulares e de agradecer por tudo aquilo, e se deixar chorar em alguns momentos. amar alguém intenso é não ser nunca pela metade, é se doar, no terno, nas desavenças e até no acordar. amar tua intensidade é amar essa eletricidade, amar o teu sentir no meu. e eu amo.
o meu sentir escorre pelo meu rosto constantemente. eu não consigo controlar. 19:55 11.10.2018

é preciso gritar

eu to com medo do tempo e de como ele vai afetar ainda mais a vida daqueles que eu amo, daqueles que eu nunca vi e daquela que sou eu mesma. eu olho pro lado e só vejo um mar de sangue se afundando num passado mais recente do que o ontem. eu to sangrando por dentro e é de decepção, é de tanto ódio matando a poesia que ainda tenta resistir nas coisas poucas grandiosas. sinto medo pelo meu amor, pelo seu caminhar, pelo seu olhar e sua pele. existe um ódio enraizado, que tá aparecendo ainda mais, matando e deixando marcas. e existe um medo querendo devorar nossa resistência que grita ainda mais que isso tudo. porque é preciso gritar em tempos cinzas, em tempos de desespero.

hoje nem é seu aniversário

hoje é dia 27 de Setembro e nem é seu aniversário. eu sinto sua falta física, sobretudo do contato físico, porque suas coisinhas estão aqui permanecendo. e hoje nem é seu aniversário, mas essas últimas semanas minha mente ficou tão cheia de você que eu precisei parar minha concentração nesse instante para escrever esta carta tão desesperada de saudade e tão exagerada quanto o nosso amor tão único e nosso. e hoje nem é seu aniversário. as coisas estão um pouco confusas na minha cabeça e aquele medo parece estar voltando (ou só saindo de novo), medo da solidão que só você parece conseguir abraçar com tanta força, aquele medo que você conhece tão bem como se fosse uma canção decorada. e hoje nem é 7 de outubro, mas essa carta é para você que preenche todos os defeitos e lacunas aos quais eu me pressiono tanto e meu amor, eu sou tão grata pela tua respiração e eu sei que você sente daí essa gratidão, porque ela grita tanto que nem o mar mais furioso poderia calar. e h...

this day - the sleepy jackson

são 01:30 e eu coloquei aquela música que esteve tão presente numa maria pura, sensível e cheia de sonho acumulado. era 2014 e eu me via perdida e me encontrando num universo cheio de arte e coisas que eu criava o tempo todo e que era tão meu. eu sinto falta e te encontro nas coisas sensíveis (coisas que para ti sempre teve uma beleza escondida) porque eu te guardo comigo. queria voltar esses quatro anos, te mostrar essa música e dizer que vai ficar tudo bem, algum dia, e te falar que não precisa temer esses vinte muros, porque tuas mãozinhas vão te guiar para um lugar segura, devagar. e eu sei que aquela rua era tão escura e que quando você sentava ali naquele banco e deixava o medo se acumular até transbordar pelos olhos, era uma forma de se fazer mais forte, porque era só você e eu, ali, naquele momento e com aquele céu. às vezes a rua ainda vai parecer escura, mas no final dela há sempre um desvio. 24.09.2018
eu tô cansada. ultimamente as coisas estão bem, me sinto bem no momento que estou e com esses sentimentos fortes e intensos que estão comigo agora. eu to me preenchendo com eles e isso faz meu coração pulsar mais. mas eu tô cansada. cansada de tentar encontrar algo no futuro, comigo e com meus planos, planos tão desequilibrados quanto eu. parece que tá tudo revirado e eu não sei mais daquilo que eu quero. eu às vezes acordo e me sinto perdida nesse futuro e que é tão duvidoso. eu tô cansada e não sei direito porquê, só não tô conseguindo mais pensar, não consigo mais fazer das minhas ideias algo concreto. são 02:12 e eu sei que amanhã esse pensamento vai mudar e que basta uma luz pra fazer minha cabeça clarear mais uma vez e de novo e de novo. mas por hoje, eu só tô cansada. 14.09.2018

muita coisa

tuas coisas, teu universo, tua bagunça, muita coisa. eu te observo e me sinto repleta, me sinto parte. me sinto parte e deixo o medo e insegurança de lado porque você segura minha mão tão forte, me olha como quem devora e teu toque arrepia. te observo e só consigo ver um mundo teu, o qual eu quero entrar e me deixar ser aí. com você. eu te observo, imagino o mundo que te tocou antes de mim, que te olhou, o teu sorriso infestando tudo e agradeço por estar comigo, aqui, agora. eu não quero mais aquele medo nem aquela insegurança, eu só a quero aqui e te ver abraçar esse mundo que te espera. eu te observo e me adentro nisso tudo. 04.09.2018

yan

quero te abraçar e transmitir amizade, amor, confiança e segurança que a gente cria. queria te proteger de tua mente e das coisas que tanto pesa, abraçar e deixar você afundar todo esse temos que assombra. culpa por não sermos mais próximos, por não falar e só me deixar te ouvir, eu sinto. sinto muito, tá tudo confuso e eu só queria te levar pro mar e mostrar uma imensidão que tem aí dentro, imensidão no teu abraço e na tua escrita, no teu olhar sobre as coisas. imensidão. mas as coisas não são assim, a vida não é sempre um mar. 29.08.2018
um alguém hoje me perguntou: o que te inspira? não saberia ter uma resposta concreta e de cimento. me inspira os dias, a rotina, o simples que passa desapercebido e tão rápido. me inspira o desconhecido cotidiano que corre e se esbarra nos outros. 29.08.2018

o que senti e sinto ao te ler

e eu tô nesse exato momento querendo te dizer o que tá gritando aqui dentro. ouvindo passos e um tumulto que não é meu mas os quais eu faço parte toda hora. e queria te contar que tudo em ti e o que te forma me deixa um pouco mais eu. tudo bem. tudo bem o que sentes e o que eu sinto, o que nós sentimos. tudo bem esse monte de palavras que passam por mim e um passado recente passando na minha mente quando não estavas aqui. sei que se eu deixar esse guardanapo nessa mesa, outra pessoa irá se deixar levar nesses devaneios e nesse sentimento amontoado intenso e querendo fugir da insegurança. é que tudo dentro de mim é tão inevitável e tão entregue à tudo que não consigo fugir desse medo de me entregar mais e mais ao mesmo tempo que amo tanto essas coisas vindo sem parar. você vê? você sente? estou destinada à esse acaso e futuro e presente tão intenso e verdadeiro e tão agora. só quero que faças e construas essas coisas e esse amontoado comigo. e continuo a dizer, tá tudo b...

eu preciso dizer

o meu amor tem duas pernas e dois braços. um nariz e uma boca. ele anda, come e digere. o meu amor é canibal e tem um olhar que devora tudo. o meu amor tem um coração e dois pulmões. ele pulsa. ele também sangra. meu amor respira e dorme, tropeça e se perde. o meu amor tem marcas na pele, nos ossos. tem marcas internas. meu amor soluça e fica doente, pega ônibus e se espreguiça. meu amor é saudade e é carne, é pele e toque, desejo e sensibilidade. meu amor vive em tudo o que é vivo.

tá tudo bem

eu sei que tudo consegue ser uma merda às vezes. a gente se olha e parece que tudo vai desmoronar, que nossos corpos que estão ali vão viver aquele momento por uma eternidade mas a gente sabe que tudo vai ruir. porque é assim e a gente não nasce com um bilhete nos avisando sobre isso. eu não te culpo por sentir isso e não te culpo pela insegurança    ou medo (ou tudo isso junto que só fode nossa mente mais e mais). eu entendo que o momento e o tempo parecem estar conseguindo deixar as coisas mais complicadas e loucas e que você não sabe o que fazer com esse amontoado de sentimento novo e recente. a gente não precisa tentar entender o amanhã, ou tentar entender essa dor que sempre chega, porque a tendência sempre é acabar em ferida. e tudo bem. a ferida ta ali esperando ser acolhida e o que veio dela é o agora. e o agora é eterno. você fala que a tragédia é inevitável e eu te olho querendo dizer que a tragédia nasce da tua pele encostada na minha, do teu olhar...
eu me perco tanto nos detalhes que te formam.

sobre esse amontoado de sentir

um monte de coisa dentro de mim não sabe lidar com você e tudo bem, porque tudo na gente é libertador. tudo bem se tudo é um pouco confuso e você só queria que fosse mais fácil e tudo bem deixar ser levada pelo medo. mas a forma como você respira é um pouco além do que eu posso suportar e os teus olhos é um caminho sem volta. tudo em você eu queria descobrir, tudo em você que dói eu queria abraçar. você é esse movimento que pode me causar náuseas           e eu não quero que passe. teu toque já está fazendo morada em mim, e isso é tão bonito.

procurando tudo isso ao mesmo tempo

afundar na própria pressão a qual eu mesma me submeto é degastante.  deixar e ser levada é algo que está  comendo os dias numa velocidade sem freio. meu medo é deixar o rastro de sensibilidade morrer, porque a pureza já morreu e a minha pele já não é a mesma. meu rosto já mudou. minhas mãos estão trêmulas e eu rio o tempo todo, deixando algo acontecer. não sei o que eu to matando,  não sei o que ta morrendo. ta tudo meio borrado. a vista ta turva. mas é tudo por hora  e amanhã eu acordo. 

valsa para E

eu coloquei a canção mais bonita e que para mim, te veste inteira, e comecei a escrever e me fazer, e nos fazer nessas palavras. um pedido de desculpas que dói em tudo, um pedido de perdão pela ausência. pela distância. ah E, se tu soubesse o quanto você arde em mim e o quanto teu sorriso afeta tudo em mim, e como os dias pesam, e em como o tempo pode corroer, tu viria correndo aqui me abraçar e sentir que eu to aqui. mas a gente ta longe, fisicamente e mentalmente.                   com quantas lágrimas se faz um pedido de desculpas?                   com quantas lembranças se faz uma saudade? não sei, tudo o que sei é dos anos que não voltam, do choro que não volta, do impacto que não volta mas que permanece, ali, aqui, aí, vivendo e respirando, porque tudo o que nós somos não se desfaz assim. nós somos aquele nó que não se desprende. tu és o nó que me prende e me liberta. ...
de repente tudo é um eterno labirinto de novo, meus olhos pesados são uma bomba prestes a explodir, meu corpo é um pedaço de carne pronta                                    para ser devorada e eu só consigo me imaginar à deriva de todo o sentimento mais banal que existe. tudo é belo e trágico e as pessoas são uma máquina de incompreensão e medo;   nesse universo de contradições meu coração pulsante derrama e renasce.