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Mostrando postagens de janeiro, 2019

aquele 21 de janeiro

vinte e um de janeiro de 2019. a gente se viu pra entregar nossas coisas pendentes, nossa conversa pendente, aquilo pendente que tava me sufocando aqui dentro, e eu consegui te falar, foi um vômito. parecia que naquele momento eu ia desmaiar de tanta ansiedade e você com todas as certezas do universo percebeu isso, porque você me conhece, você ainda conhece todas as minhas dores e lágrimas. doeu tanto, doeu tanto que você não tem ideia. me pego a pensar se você tem ideia do quanto dói e do quanto doeu. parece mentira, sabe? mas não é. parece uma faca que me cortou ao meio e em metades e em pedaços que eu nem sei mais o que fazer com eles, porque eu realmente não sei. você consegue sentir o que é nem conseguir mais ouvir determinadas músicas porque elas simplesmente encarnam tudo o que você é ainda para mim? você tem ideia? você não tem. porque eu ainda me afundo tanto, tanto que parece que não vai passar nunca. e como dói. e eu choro, eu choro tudo porque eu preciso e se e...
vem e vai. eu deixo, realmente vem e vai. é madrugada de um dia, e eu to aqui, nem sei mais, mas eu to aqui, e caramba, eu to viva! e vai.
dói tanto que às vezes parece que vai tomar vida, sair da minha carne, tomar vida mesmo, um corpo, olhos, unhas, mãos, e com essas mãos me apunhalar pelas costas, com uma faca ou com palavras, ou com olhar. dói e tu nem imagina essa dor, porque tu ta ai, e eu to aqui, e eu to aqui todos os dias me fazendo nela, me fazendo e me desfazendo, me fazendo               mal e coisas, me fazendo tudo isso e tu não sabe, o quanto dói. meu deus. e eu rezo, às vezes eu rezo mesmo, rezo pra que pare, pra que as coisas melhorem um segundo. eu rezo sem nem mesmo saber, mas eu rezo. mas não vai, e eu nem sei mais.
hoje. dia  13 de janeiro; voce andou nas ruas sozinha, sozinha, sozinha. na br. bebada e sem ninmguem. todas cas coisas podiam ter acontecido com vc mas por algum motivo nao aconteceram e vc ta ai, sentada, viva e com respiração. com respiração e sem orgulho do que acabou de acontecer. ta tudo bem? o tempo é o tempo, não é mesmo? e vai passar. algum dia. voce ta ai escrevendo digitando pq vc precisa e alguma hora isso vai com a névoa e vc so vai ri disso td. saia do computador, tome um banho, beba agua e deite. nao vai passar agora, mas aceite esse conselho de si, essa ajuda.
eu quero a paz de uma mente tranquila
e lysa, eu guardei pedaços de ti aqui dentro.
eu não sei quase nada, das coisas simples eu sei muito.
a gente se autossabota tanto pra tentar caber e entender, que acabamos envelhecendo antes dos 30.
as ruas da cidade alta parecem gritar mais durante a noite.

post-it

só temos tempo de viver o agora. o depois ainda está na geladeira.
hoje é uma madrugada que antecede um domingo. a porra de mais uma madrugada fria e escura e eu to aqui sozinha. sentada e ouvindo a vida silenciada e gritando lá fora com a rodovia. eu sinto sua falta, sinto a todo minuto e ela dói. dói sentir tanto como se eu fosse virar uma bolha de água enorme pra quando chegar lá bem distante no céu, explodir em mil gotinhas como uma chuva. eu sinto sua falta e hoje eu passei o dia aqui, nesse quarto que mal cabia nós duas, e eu senti sua falta. eu converso com as pessoas, ouço, as olho e tudo parece estar ok, elas dizem, eu digo e a vida segue. porque as coisas são assim e a gente se machuca com elas. às vezes sem saber o porquê e como, mas é assim mesmo e vai continuar acontecendo. eu to aqui e sinto sua falta. vai melhorar com o tempo, porque a madrugada acaba e o sol chega logo e eu te imagino, te sinto e ainda te vejo com um sorriso de explodir tudo. eu sinto sua falta e queria que as coisas fossem mais serenas como eram quando você me empurro...