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Mostrando postagens de novembro, 2018
muita coisa dentro de mim grita tragédia.

mantra

quando você passa a conhecer muita gente, a ter muitas pessoas a seu lado todos os dias e de repente, de um segundo pro outro, isso muda, as pessoas se afastam, ou a presença torna-se de alguma forma escassa, você sente-se perdido de novo, como uma criança descobrindo o mundo. ficar sozinho consigo vai parecer agoniante e melancólico e esquecerás como era o momento único teu contigo. mas você saberá com isso, abrirá os olhos e as pálpebras, que existem os poucos, os que iluminam e que estão contigo agora, assim como estão comigo agora nessa escrita, e então o momento de calmaria virá à tona. e saberás desfrutar o momento do teu eu contigo mesmo, o momento em que o amadurecimento fará você se descobrir e se conhecer, mesmo que aos poucos. a gente se deixa enganar com as pessoas e é preciso ser forte pro momento de lucidez.

daquilo que é inevitável

a gente devia conseguir controlar nosso sentir e as coisas que vem de supetão, nossa cabeça provoca armadilhas e a sensibilidade toma conta de tudo: às vezes de uma forma trágica. não nascemos com um botão de desligar pro ataque que vem de imediato e que nos deixa de mãos atadas.
ouvir cássia eller na praça de alimentação é sentir a solidão mais do que nunca. e nisso tudo eu sou só um corpo.
eu sinto tanta falta. e isso é tudo.
às vezes eu não reconheço. e eu não sei se isso é bom ou ruim.

eu vivo pela arte em sua forma mais pura

eu sou uma ser humana, eu sou a porra de uma ser humana e preciso de expressão. eu preciso gritar como qualquer outro ser humano que existe precisa de ar para respirar. eu vivo pela arte em sua forma pura e só estou viva hoje porque acredito que a transformação através da arte salva as pessoas da guerra e do desespero. eu só caminho hoje porque não me rendo a um mundo em que as pessoas se matam a cada esquina e apontam arma pra cabeça uma da outra. eu não me rendo porque eu preciso da arte pra me fazer mais forte no que eu acredito. eu não me rendo porque enquanto houver um ser humano  que exista na forma mais pura de se fazer arte, eu estarei viva. e então eu estarei viva para expressar tudo isso de novo.
ter um olhar sensível num mundo caótico é eternizar tudo o que é vivo.
as palavras podem machucar tanto de um jeito que nem percebemos.  a gente nunca sabe da sensibilidade do outro.
cansaço emocional: minha mente é um turbilhão.
sentir muito é descontrolador.