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Mostrando postagens de abril, 2017
cansaço batendo na porta da realidade.
eu escrevo com o que tenho, algo fragmentado em meu ser com um aglomerado de sentimentos abafados. um corte de sensibilidade capturado na emoção do momento. um lampejo de surto com a claridade do amar. uma fuga do real beirando à insanidade.
do que me sobrou resta esse corpo materializado na essência   do vivo vivo no transtorno do agora transcendendo a lucidez derrapando na insensatez.
o acaso é o destino que coube a mim.

exílio

a culpa que eu sinto cabe o mundo. o medo que eu tenho de ser algo me sobrepõe a um                             estado de inutilidade e fragilidade, deixando meu eu a mercê do caos existencial. o que me mata é a sensibilidade arrastada pelo corpo fraco. eu sinto em demasia e não quero enxergar, esse sentir me deixa mais sozinha do que nunca.