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Acolho o desespero dos solitários Amo-os E rio

QUALQUER COISA

Sou o que invento e sou o irreal. Sou ausência  e utopia. Sou a paisagem que desenho nos muros. Sou tudo o que não sou. Eu sou o céu pintado com as cores da alma . Sou qualquer coisa chamada de alma. E mais que tudo, eu sou qualquer coisa feita de sonhos.

UTOPIA FALHA

Eu tenho um Sonho dentro de mim    do tamanho do mundo. E ele, o sonho, guarda tudo o que nunca ei de ser.

luz distante

Existe uma fresta por onde passa uma luz radiante.   Que luz é esta que quanto mais brilha mais se está distante?

és

Eu não escrevo para ninguém nem mesmo para mim. Escrevo estes versos               das entranhas porque é tudo o que sou e é tudo o que sou agora.
És distante e vasto tão pequeno  e maioral. És imenso como um rio, és a beleza do céu,                            és lindo. Tens trovoadas internas que não  sossegam nunca. Tua solidão é tão bonita quanto a de um  romântico. És tão misterioso como o homem  e tão bonito como o cubismo. Meu amor, tu és tão bonito que é  impossível enxerga-te

ABSURDO

Eu não tenho tempo nem horas eu não tenho um jardim nem pássaros eu não sou uma pintura nem tinta eu não sou o "não" nem sou fins ou meios. Eu sou o início de          catástrofes solitárias. Eu sou máscaras escondendo temores. Não sou o sol ou a chuva, sou um arco-íris com cores a mil. Eu sou vida e morte, loucura e insanidade, desejo e ânsia, distância e toque, sonhos e utopia, e tudo o que me veste é absurdo.