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Mostrando postagens de dezembro, 2015

LOUCURA

Uma sombra, uma paisagem. Criar uma existência. Ser pouca. Cair em meus muros.

DOR

Tua angústia me faz falta, tua existência me afeta.
Minha agonia é não poder sentir a tua.

DOENÇA

meus dedos já não sinto, minhas mãos são findas. é pouco de mim os meus sentidos, é oco o vazio, beiro nauseada de angústia. é pouco de mim a existência. Não sinto.
Solidão é desfazer-se de si
Existir é estar desavisado

IMENSA

A imensidão é trágica quando vista de dentro. É trágica pro meu estreito corpo, corpo que desperta pra grandiosa solidão que paira nas paredes. A minha imensidão é estar só.

FOME

Há de chegar o tempo dos amordaçados, do riso desesperado, da fome vital, do caminhar pesado, dos muros quebrados e do escândalo dos solitários. E eu estarei soterrada nas lamúrias do amor.

FLORIR

A poesia alimenta-se da ruína, brota do caos. E grita. Desespera-se. Acorda.

ÓBITO

A morte chega aos meu dedos, braços, pés, entranhas, fígado, unhas, poros, língua, olhos, joelhos, barriga, cotovelos, boca. Espelho. Finca-se na angústia da imaginação. Forma-se um corpo. Mas vive.