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Mostrando postagens de outubro, 2018

tanta coisa

hoje eu ouvi "você me faz rir, me faz corar, ninguém poderia competir" e eu chorei de saudade, eu senti a saudade. saudade dos primeiros toques, do primeiro arrepio e do primeiro olhar. eu te amo e te amar intensamente é me renovar, nos renovar e aprender. e amar alguém intenso é se entregar, na mesma rapidez, é temer e se contradizer ao não temer nada e se jogar de vez. amar alguém intenso é ser turbilhão de sentimentos e pulsar mas também ser vulcão nos momentos complicados e que existem, momentos que virão. amar alguém intenso é se afundar num mar que é o sorriso e o olhar de reciprocidade. amar alguém intenso é recordar, recordar das coisas, do rosto, da pele, dos sinais singulares e de agradecer por tudo aquilo, e se deixar chorar em alguns momentos. amar alguém intenso é não ser nunca pela metade, é se doar, no terno, nas desavenças e até no acordar. amar tua intensidade é amar essa eletricidade, amar o teu sentir no meu. e eu amo.
o meu sentir escorre pelo meu rosto constantemente. eu não consigo controlar. 19:55 11.10.2018

é preciso gritar

eu to com medo do tempo e de como ele vai afetar ainda mais a vida daqueles que eu amo, daqueles que eu nunca vi e daquela que sou eu mesma. eu olho pro lado e só vejo um mar de sangue se afundando num passado mais recente do que o ontem. eu to sangrando por dentro e é de decepção, é de tanto ódio matando a poesia que ainda tenta resistir nas coisas poucas grandiosas. sinto medo pelo meu amor, pelo seu caminhar, pelo seu olhar e sua pele. existe um ódio enraizado, que tá aparecendo ainda mais, matando e deixando marcas. e existe um medo querendo devorar nossa resistência que grita ainda mais que isso tudo. porque é preciso gritar em tempos cinzas, em tempos de desespero.

hoje nem é seu aniversário

hoje é dia 27 de Setembro e nem é seu aniversário. eu sinto sua falta física, sobretudo do contato físico, porque suas coisinhas estão aqui permanecendo. e hoje nem é seu aniversário, mas essas últimas semanas minha mente ficou tão cheia de você que eu precisei parar minha concentração nesse instante para escrever esta carta tão desesperada de saudade e tão exagerada quanto o nosso amor tão único e nosso. e hoje nem é seu aniversário. as coisas estão um pouco confusas na minha cabeça e aquele medo parece estar voltando (ou só saindo de novo), medo da solidão que só você parece conseguir abraçar com tanta força, aquele medo que você conhece tão bem como se fosse uma canção decorada. e hoje nem é 7 de outubro, mas essa carta é para você que preenche todos os defeitos e lacunas aos quais eu me pressiono tanto e meu amor, eu sou tão grata pela tua respiração e eu sei que você sente daí essa gratidão, porque ela grita tanto que nem o mar mais furioso poderia calar. e h...

this day - the sleepy jackson

são 01:30 e eu coloquei aquela música que esteve tão presente numa maria pura, sensível e cheia de sonho acumulado. era 2014 e eu me via perdida e me encontrando num universo cheio de arte e coisas que eu criava o tempo todo e que era tão meu. eu sinto falta e te encontro nas coisas sensíveis (coisas que para ti sempre teve uma beleza escondida) porque eu te guardo comigo. queria voltar esses quatro anos, te mostrar essa música e dizer que vai ficar tudo bem, algum dia, e te falar que não precisa temer esses vinte muros, porque tuas mãozinhas vão te guiar para um lugar segura, devagar. e eu sei que aquela rua era tão escura e que quando você sentava ali naquele banco e deixava o medo se acumular até transbordar pelos olhos, era uma forma de se fazer mais forte, porque era só você e eu, ali, naquele momento e com aquele céu. às vezes a rua ainda vai parecer escura, mas no final dela há sempre um desvio. 24.09.2018
eu tô cansada. ultimamente as coisas estão bem, me sinto bem no momento que estou e com esses sentimentos fortes e intensos que estão comigo agora. eu to me preenchendo com eles e isso faz meu coração pulsar mais. mas eu tô cansada. cansada de tentar encontrar algo no futuro, comigo e com meus planos, planos tão desequilibrados quanto eu. parece que tá tudo revirado e eu não sei mais daquilo que eu quero. eu às vezes acordo e me sinto perdida nesse futuro e que é tão duvidoso. eu tô cansada e não sei direito porquê, só não tô conseguindo mais pensar, não consigo mais fazer das minhas ideias algo concreto. são 02:12 e eu sei que amanhã esse pensamento vai mudar e que basta uma luz pra fazer minha cabeça clarear mais uma vez e de novo e de novo. mas por hoje, eu só tô cansada. 14.09.2018

muita coisa

tuas coisas, teu universo, tua bagunça, muita coisa. eu te observo e me sinto repleta, me sinto parte. me sinto parte e deixo o medo e insegurança de lado porque você segura minha mão tão forte, me olha como quem devora e teu toque arrepia. te observo e só consigo ver um mundo teu, o qual eu quero entrar e me deixar ser aí. com você. eu te observo, imagino o mundo que te tocou antes de mim, que te olhou, o teu sorriso infestando tudo e agradeço por estar comigo, aqui, agora. eu não quero mais aquele medo nem aquela insegurança, eu só a quero aqui e te ver abraçar esse mundo que te espera. eu te observo e me adentro nisso tudo. 04.09.2018

yan

quero te abraçar e transmitir amizade, amor, confiança e segurança que a gente cria. queria te proteger de tua mente e das coisas que tanto pesa, abraçar e deixar você afundar todo esse temos que assombra. culpa por não sermos mais próximos, por não falar e só me deixar te ouvir, eu sinto. sinto muito, tá tudo confuso e eu só queria te levar pro mar e mostrar uma imensidão que tem aí dentro, imensidão no teu abraço e na tua escrita, no teu olhar sobre as coisas. imensidão. mas as coisas não são assim, a vida não é sempre um mar. 29.08.2018
um alguém hoje me perguntou: o que te inspira? não saberia ter uma resposta concreta e de cimento. me inspira os dias, a rotina, o simples que passa desapercebido e tão rápido. me inspira o desconhecido cotidiano que corre e se esbarra nos outros. 29.08.2018