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Mostrando postagens de março, 2018

procurando tudo isso ao mesmo tempo

afundar na própria pressão a qual eu mesma me submeto é degastante.  deixar e ser levada é algo que está  comendo os dias numa velocidade sem freio. meu medo é deixar o rastro de sensibilidade morrer, porque a pureza já morreu e a minha pele já não é a mesma. meu rosto já mudou. minhas mãos estão trêmulas e eu rio o tempo todo, deixando algo acontecer. não sei o que eu to matando,  não sei o que ta morrendo. ta tudo meio borrado. a vista ta turva. mas é tudo por hora  e amanhã eu acordo. 

valsa para E

eu coloquei a canção mais bonita e que para mim, te veste inteira, e comecei a escrever e me fazer, e nos fazer nessas palavras. um pedido de desculpas que dói em tudo, um pedido de perdão pela ausência. pela distância. ah E, se tu soubesse o quanto você arde em mim e o quanto teu sorriso afeta tudo em mim, e como os dias pesam, e em como o tempo pode corroer, tu viria correndo aqui me abraçar e sentir que eu to aqui. mas a gente ta longe, fisicamente e mentalmente.                   com quantas lágrimas se faz um pedido de desculpas?                   com quantas lembranças se faz uma saudade? não sei, tudo o que sei é dos anos que não voltam, do choro que não volta, do impacto que não volta mas que permanece, ali, aqui, aí, vivendo e respirando, porque tudo o que nós somos não se desfaz assim. nós somos aquele nó que não se desprende. tu és o nó que me prende e me liberta. ...