Postagens

DESESPERO

Esse grito não audível dos famintos por liberdade, sufocados por uma caixa preta. Essa ânsia louca de solitários por paredes falantes e tetos cantantes. Esse dialogar sem rumo, diálogos sem rumo, teia, ouvintes no meio da teia. Ouvidos de surdos e bocas de cigarras.
Trajeto cotidiano imaginário. Vidas a curto prazo. Globo que gira, gira, gira, gira, constantemente. Mente de carrossel. Parque escasso.

RETALHO

Papel à pele, tinta incolor, pintura psicológica. Quadro literário.  Pintor retalhado.

a solidão batuca

solidão à dentro, sofá ao leito, dedos ao gelo, olhos ao mudo, sorriso agudo. v ento a batucar aqui.
me atraio por esse desejo  longínquo.  deixa essa cara assim  sem eu reparar que  eu gosto, bem longe, ninguém percebe, nem mesmo tu. nossas vidas se esbarram e ninguém percebe. deixa tua solidão assim bem perto.
rio que escorre lento lendo, lendo, viro rio. sou um rio lento.

POESIA

Poesia a gente faz, cria. Poesia é uma dama que puxamos pra dançar, poesia é aquele sol que transforma o dia monótono em fascínio lúbrico de chuva. Poesia a gente faz. Somos feitos da mesma, grãos de pó. Poesia.