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mais do que eu posso falar

desculpa a urgência e a culpa. desculpa o medo, o silêncio, as sombras e os muros. perdoa a pressão que carrego além da epiderme e perdoa a minha cratera pulmonar. eu só necessito de canibalismo sentimental e conforto.

física

dois corpos envoltos numa única alma explodindo em eletricidade. atrito poético.
a arte cria a existência.

00:46

porque tudo o que é sensível e belo faz despertar nas pessoas a fraqueza e o amor.  o mundo é um ambiente selvagem onde os animais são canibais da solidão.  o que sobra é a urgência pelos sentimentos, a ternura nos olhares passageiros e a esperança nos que se permitem ficar. 

neutra

entre o quente e o frio, existe a chama que reacende no olhar de quem se deixa criar.

01:02

escrevo eternidades em teus silêncios.

00:30

ouço o silêncio embutido no âmago do peito.