como o cineasta claude miller um dia falou: "eu filmo porque quero ser amado", acho que escrevo porque quero ser amada também, mas ao contrário do miller, quero ser amada por mim mesma, não só pelos que me leem.
viver em desalinho e amar a intensidade dos amores efêmeros. sentir a solidão das noites amargas em que o vento é um acorde passional. se encolher sozinha à noite com um peso que é só teu. e assim, amanhecer para mais um bater de pálpebras.
lembra-te a ti mesmo que a dor é um peso que passa com a névoa do tempo. e que esse vazio corrói e devora, mas que há sempre uma direção neste arrastar de suspiros.