LÚCIDA

Eu criei uma forma de morrer
que é só minha.
Eu formei crateras onde
minha alma tomava forma.
Em um instante de lucidez
o meu desajuste acorda.

Eu criei uma forma de morrer
que é só minha.

Escrevi calamidades nas paredes
do meu ser.
Muros.
De quantos muros podemos ser feitos?
De quantas realidades nossos sonhos se bastam?

De quantos sonhos a realidade é feita?

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