lonely

essa lágrima que cai,
quente e distante,
escorre com o tempo, ela pesa falta,
escassa do real e concreto,
do intenso.
se derrama pelas coisas efêmeras que brilham muito e apagam cedo.
o pesar das superficialidades se desdobra numa lágrima no rosto do agora.
e o agora amanhece só.

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