a persistência da memória
quando eu olho pra trás e lembro de mim,
em como eu era,
eu sinto uma dor que não é explicável.
dor de não poder amparar a solidão e tristeza que me preenchia,
dor de não poder mais acolher aquele ser tão ingênuo e puro que sonhava
em demasiado e sentia tanta sensibilidade e sentia tanto, por tudo.
eu sinto muito por não ter feito o bastante por ti, por mim.
e hoje eu beiro à uma idade que tudo é tão rápido, as pessoas, as coisas,
os pensamentos e emoções que qualquer sentimento que eu encontro eu o
acolho como se estivesse acolhendo a mim mesma.
eu me resgato nos outros sem receber nada além de um adeus.
eu me procuro nos lugares e esqueço de olhar além de mim.
.
em como eu era,
eu sinto uma dor que não é explicável.
dor de não poder amparar a solidão e tristeza que me preenchia,
dor de não poder mais acolher aquele ser tão ingênuo e puro que sonhava
em demasiado e sentia tanta sensibilidade e sentia tanto, por tudo.
eu sinto muito por não ter feito o bastante por ti, por mim.
e hoje eu beiro à uma idade que tudo é tão rápido, as pessoas, as coisas,
os pensamentos e emoções que qualquer sentimento que eu encontro eu o
acolho como se estivesse acolhendo a mim mesma.
eu me resgato nos outros sem receber nada além de um adeus.
eu me procuro nos lugares e esqueço de olhar além de mim.
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