sem freio, transparente
talvez eu não veja as coisas do jeito
que eu as via antes e talvez minha carcaça esteja
apodrecendo em sentidos que eu mesma não entenda e não consiga alcançar.
minha memória me sabota,
não consigo mais entender esses erros e ta borrado.
eu temo esse branco que fica rondando minha mente,
desvia minha atenção e eu sinto angústia de grito.
consigo sentir na carne essa fraqueza quando vejo o reflexo
e as sombras no espelho. eu to afundando,
deixando a vida correr e não ajudando.
eu não me sentia assim tão fraca
e alheia,
não sentia tanto esse nada,
essa indiferença de vontades.
não era tudo tão insosso,
o gosto não estava amargando,
minhas mãos não eram assim tão trêmulas e frias.
e o tempo passa,
não quero ficar,
ele passa, não pausa e leva, na correria grave dos dias.
que eu as via antes e talvez minha carcaça esteja
apodrecendo em sentidos que eu mesma não entenda e não consiga alcançar.
minha memória me sabota,
não consigo mais entender esses erros e ta borrado.
eu temo esse branco que fica rondando minha mente,
desvia minha atenção e eu sinto angústia de grito.
consigo sentir na carne essa fraqueza quando vejo o reflexo
e as sombras no espelho. eu to afundando,
deixando a vida correr e não ajudando.
eu não me sentia assim tão fraca
e alheia,
não sentia tanto esse nada,
essa indiferença de vontades.
não era tudo tão insosso,
o gosto não estava amargando,
minhas mãos não eram assim tão trêmulas e frias.
e o tempo passa,
não quero ficar,
ele passa, não pausa e leva, na correria grave dos dias.
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