grão perdido
sou miudez em forma de gente.
tenho carne e meus grãos sangram ao serem
feitos de raiz que brota da terra ansiando grito.
a areia embaixo dos meus pés descalços carrega esse cansaço
de dias, desordem e de egoísmo.
minha mãe do outro lado dessa cidade fugaz não entende da angústia
que persegue os rostos.
e o choro vem pra lavar as feridas expostas no sol escaldante.
tenho carne e meus grãos sangram ao serem
feitos de raiz que brota da terra ansiando grito.
a areia embaixo dos meus pés descalços carrega esse cansaço
de dias, desordem e de egoísmo.
minha mãe do outro lado dessa cidade fugaz não entende da angústia
que persegue os rostos.
e o choro vem pra lavar as feridas expostas no sol escaldante.
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