aprender e se doar
gosto de me externar e me deixar escorrer
com o apoio da caneta.
sinto dores
carregadas de uma menina que sentava
no batente de casa esperando
a mãe terminar de arrumar e varrer
os quartos de hotéis,
esperando um abraço cansado,
coberto de carinho e ternura.
mas hoje olho meu reflexo e ele não causa tanto estranhamento,
e não tem a mesma dor.
nesse espelho abstrato eu enxergo o olhar cru e nu
de poesia e raízes que venho construindo aos poucos.
o reflexo não tem a mesma agonia de antes
e meu corpo não corre pra se esconder atrás de muros.
to fazendo pulsar isso tudo,
gritando e rompendo nós,
andando e me encontrando nesse mundo de sobrevivência e incertezas.
com o apoio da caneta.
sinto dores
carregadas de uma menina que sentava
no batente de casa esperando
a mãe terminar de arrumar e varrer
os quartos de hotéis,
esperando um abraço cansado,
coberto de carinho e ternura.
mas hoje olho meu reflexo e ele não causa tanto estranhamento,
e não tem a mesma dor.
nesse espelho abstrato eu enxergo o olhar cru e nu
de poesia e raízes que venho construindo aos poucos.
o reflexo não tem a mesma agonia de antes
e meu corpo não corre pra se esconder atrás de muros.
to fazendo pulsar isso tudo,
gritando e rompendo nós,
andando e me encontrando nesse mundo de sobrevivência e incertezas.
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