para beatriz
hoje choveu, beatriz. e eu só consigo lembrar de tua chuva morna e quente deslizando pela tua face tão distante de meu toque, apesar de estarmos 2 centímetros perto uma da outra. mas você nunca esteve presente. "o presente é só questão de se deixar sonhar e imaginar", você falou. mas o sonhar é muito distante e o que você nunca quis entender é que o teu estar presente em mim é incurável. tudo o que resta de ti são aqueles brincos enferrujados que você nunca ousava largar e que me furam as lembranças até a última lágrima de saudade. são essas lágrimas que tem o poder de amenizar a seca que paira sob meu sertão carnal e que me afogam o adeus teu. ana.