eu me perco tanto nos detalhes que te formam.
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sobre esse amontoado de sentir
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um monte de coisa dentro de mim não sabe lidar com você e tudo bem, porque tudo na gente é libertador. tudo bem se tudo é um pouco confuso e você só queria que fosse mais fácil e tudo bem deixar ser levada pelo medo. mas a forma como você respira é um pouco além do que eu posso suportar e os teus olhos é um caminho sem volta. tudo em você eu queria descobrir, tudo em você que dói eu queria abraçar. você é esse movimento que pode me causar náuseas e eu não quero que passe. teu toque já está fazendo morada em mim, e isso é tão bonito.
procurando tudo isso ao mesmo tempo
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afundar na própria pressão a qual eu mesma me submeto é degastante. deixar e ser levada é algo que está comendo os dias numa velocidade sem freio. meu medo é deixar o rastro de sensibilidade morrer, porque a pureza já morreu e a minha pele já não é a mesma. meu rosto já mudou. minhas mãos estão trêmulas e eu rio o tempo todo, deixando algo acontecer. não sei o que eu to matando, não sei o que ta morrendo. ta tudo meio borrado. a vista ta turva. mas é tudo por hora e amanhã eu acordo.
valsa para E
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eu coloquei a canção mais bonita e que para mim, te veste inteira, e comecei a escrever e me fazer, e nos fazer nessas palavras. um pedido de desculpas que dói em tudo, um pedido de perdão pela ausência. pela distância. ah E, se tu soubesse o quanto você arde em mim e o quanto teu sorriso afeta tudo em mim, e como os dias pesam, e em como o tempo pode corroer, tu viria correndo aqui me abraçar e sentir que eu to aqui. mas a gente ta longe, fisicamente e mentalmente. com quantas lágrimas se faz um pedido de desculpas? com quantas lembranças se faz uma saudade? não sei, tudo o que sei é dos anos que não voltam, do choro que não volta, do impacto que não volta mas que permanece, ali, aqui, aí, vivendo e respirando, porque tudo o que nós somos não se desfaz assim. nós somos aquele nó que não se desprende. tu és o nó que me prende e me liberta. ...
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de repente tudo é um eterno labirinto de novo, meus olhos pesados são uma bomba prestes a explodir, meu corpo é um pedaço de carne pronta para ser devorada e eu só consigo me imaginar à deriva de todo o sentimento mais banal que existe. tudo é belo e trágico e as pessoas são uma máquina de incompreensão e medo; nesse universo de contradições meu coração pulsante derrama e renasce.
a persistência da memória
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quando eu olho pra trás e lembro de mim, em como eu era, eu sinto uma dor que não é explicável. dor de não poder amparar a solidão e tristeza que me preenchia, dor de não poder mais acolher aquele ser tão ingênuo e puro que sonhava em demasiado e sentia tanta sensibilidade e sentia tanto, por tudo. eu sinto muito por não ter feito o bastante por ti, por mim. e hoje eu beiro à uma idade que tudo é tão rápido, as pessoas, as coisas, os pensamentos e emoções que qualquer sentimento que eu encontro eu o acolho como se estivesse acolhendo a mim mesma. eu me resgato nos outros sem receber nada além de um adeus. eu me procuro nos lugares e esqueço de olhar além de mim. .