não acredito em mim.
não vejo
beleza
em qualquer
canto
do meu canto,
e isso me
dói.
gosto
quando o
sol
queima
minha pele e deixa
revelar as imperfeições
em meu rosto,
na alma,
nariz e
boca.
até me agrada
a inutilidade em que
me coloco,
esse nada é misterioso.
sou um beco encharcado
de sujeira.
sou meu próprio abismo.
SOCORRO
A poesia não reclama. Ela está gritando. As palavras brigam com o inconsciente. falta papel, falta poeta. Procura-se uma poeta de escrivaninha.
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