aquele 21 de janeiro
vinte e
um de
janeiro
de
2019.
a gente se viu pra entregar nossas coisas pendentes, nossa conversa pendente, aquilo pendente que tava me sufocando aqui dentro,
e eu consegui te falar,
foi um vômito.
parecia que naquele momento eu ia desmaiar de tanta ansiedade e você com todas as certezas do universo percebeu isso, porque você me conhece, você ainda conhece todas as minhas dores e lágrimas. doeu tanto,
doeu tanto que você não tem ideia.
me pego a pensar se você tem ideia do quanto dói e do quanto doeu.
parece mentira, sabe? mas não é.
parece uma faca que me cortou ao meio e em metades e em pedaços que eu nem sei mais o que fazer com eles, porque eu realmente não sei.
você consegue sentir o que é nem conseguir mais ouvir determinadas músicas porque elas simplesmente encarnam tudo o que você é ainda para mim? você tem ideia? você não tem. porque eu ainda me afundo tanto, tanto que parece que não vai passar nunca. e como dói. e eu choro, eu choro tudo porque eu preciso e se eu não o fizer, eu vou morrer engasgada, como se engasga com uma ervilha ou com um feijão eu vou me engasgar com as palavras, porque elas também tem esse poder de fazer matar aos pouquinhos por dentro.
oh,
eu te vi e teu corpo ainda me causa náuseas, você inteira me causa náuseas como aquele primeiro toque, e como dói.
naquele dia 21 e eu te entreguei coisas, tua jaqueta, tua câmera, tuas fotografias e um abraço, te entreguei coisas que eu não pensei que entregaria tão cedo, mas se foi, você se foi e deixou o cheiro e o toque. eu to aqui e te encontro nas coisas mínimas e detalhes por aí e te vejo num futuro e num mundo que ainda é só teu como eu já escrevi milhares de vezes, um mundo inteiro teu. eu te desejo tudo isso, mas dói, dói como um tiro que me pegou de surpresa e me deixou em coma.
um de
janeiro
de
2019.
a gente se viu pra entregar nossas coisas pendentes, nossa conversa pendente, aquilo pendente que tava me sufocando aqui dentro,
e eu consegui te falar,
foi um vômito.
parecia que naquele momento eu ia desmaiar de tanta ansiedade e você com todas as certezas do universo percebeu isso, porque você me conhece, você ainda conhece todas as minhas dores e lágrimas. doeu tanto,
doeu tanto que você não tem ideia.
me pego a pensar se você tem ideia do quanto dói e do quanto doeu.
parece mentira, sabe? mas não é.
parece uma faca que me cortou ao meio e em metades e em pedaços que eu nem sei mais o que fazer com eles, porque eu realmente não sei.
você consegue sentir o que é nem conseguir mais ouvir determinadas músicas porque elas simplesmente encarnam tudo o que você é ainda para mim? você tem ideia? você não tem. porque eu ainda me afundo tanto, tanto que parece que não vai passar nunca. e como dói. e eu choro, eu choro tudo porque eu preciso e se eu não o fizer, eu vou morrer engasgada, como se engasga com uma ervilha ou com um feijão eu vou me engasgar com as palavras, porque elas também tem esse poder de fazer matar aos pouquinhos por dentro.
oh,
eu te vi e teu corpo ainda me causa náuseas, você inteira me causa náuseas como aquele primeiro toque, e como dói.
naquele dia 21 e eu te entreguei coisas, tua jaqueta, tua câmera, tuas fotografias e um abraço, te entreguei coisas que eu não pensei que entregaria tão cedo, mas se foi, você se foi e deixou o cheiro e o toque. eu to aqui e te encontro nas coisas mínimas e detalhes por aí e te vejo num futuro e num mundo que ainda é só teu como eu já escrevi milhares de vezes, um mundo inteiro teu. eu te desejo tudo isso, mas dói, dói como um tiro que me pegou de surpresa e me deixou em coma.
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