é preciso saber olhar o passado,
sentir a raiz do que hoje brota em si.
como uma planta,
somos vida de uma semente pequenina que nasceu de solo forte. 
é preciso olhar pras mãos e rugas que hoje abraçam, que
um dia foram jovens e secas, 
que sofreram e carregaram um peso nas costas pra te
vestir uma peça de roupa e te dar de comer.
a represa daquele rio sem fim segue forte,
os sons que saem dali continuam graves e as padarias continuam
lotadas às 5 horas da manhã numa avenida barulhenta.
aquela rua mudou mas continua guardando um jardim no pé da calçada que coloria muita coisa e que tentava esconder traumas que hoje insistem em acordar.
voltar é importante.
cuidar de quem e do que te cuidou e
seguir sem esquecer do quintal que te fez ser gente.


11/06/2019 


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