BAILARINA DESEQUILIBRADA


Eu danço como quem está em declínio,
eu danço como as crianças desmioladas.
Eu danço igual ao sol vestindo o céu com seu amarelo infinito,
eu danço a dança dos românticos!
Quem dera ser a tal amada...
E no rodopio eu me embalo na solidão.
E danço, danço sempre.
Danço com os poetas,
danço pelos poetas.
Danço!
Mas sempre dançando,
num ritmo frenético,
ritmo amarelo,
ritmo de samba, 
ritmo eterno. 
Tentando ser bailarina do meu eu. 

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